"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." - Clarice Lispector



terça-feira, 3 de maio de 2011

Cansei.


Cansei de pensar tanto nos outros e me esquecer, cansei de me deixar em segundo plano sempre. Justo seria se o feito por mim fosse reconhecido, mas os outros sempre são considerados melhores ou sem defeitos. Cansei de ter lágrimas doloridas e choros silenciosos, as vezes a vontade de gritar me consome. Gostaria de gritar apenas para que pudesse expressar o que sinto quando não quero sentir, gostaria que todos soubessem que eu tento de todas as formas possíveis ser o melhor que posso ser e que me incomoda saber que isto não está sendo suficiente.
Não gosto de coisas jogadas na cara, sejam estas verdades ou não. Prefiro que não digam nada se a intenção for dizer algo que faça com que eu me sinta mal. Pressão me desagrada, eu paro de funcionar e perco tudo que me dá equilíbrio. Cansei de ter que tomar decisões quando ainda não acho que deva tomar e estou absurdamente cansada dessas tentativas frustradas. Cansei de me fazer incansável, tenho a impressão de que vou desabar a qualquer momento.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mais uma vez, você.


Eu gostaria apenas de saber porque me sinto tão sua, quando na verdade, sou minha. É como se você pudesse controlar cada parte de mim e isso inclui os meus sentimentos. O teu olhar me prende de uma forma indescritível, e você parece saber tudo que eu quero dizer mesmo quando não digo absolutamente nada. Os teus olhos são meus, somente meus, talvez porque em meio a tantas pessoas eu só os vejo olhando para mim. Eu poderia dizer-te que sempre esperei pela tua volta, mas eu não estaria sendo sincera comigo mesma. Desaprendi a amar. Desaprendi a te olhar nos olhos e a conversar sem nada dizer. Não sei mais me entregar e nem o quero fazer. O tempo evidenciou meu medo de riscos, minha repulsão por incertezas. Evitei qualquer contato e mesmo assim te senti muito perto, mesmo assim deu vontade de estar contigo para sempre e de não te deixar ir embora novamente. Gostaria que a escolha fosse minha, mas eu não sei esquecer decepções e não sei viver uma segunda chance.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Kiiid *-*


Sim, eu sou uma eterna criança. Não vejo problemas em pular corda, a não ser pelo fato de ser traumatizada por conta de um tornozelo torcido na quinta série. Ainda acho graça em apertar a campainha e sair correndo ou em cantar aquelas musiquinhas do jardim de infância. Eu gosto de olhar pro céu e não fazer absolutamente nada, apenas olhar. Adoro quando o vento geladinho assopra no meu cabelo molhado e sim, eu fico na janela tentando contar as estrelas sempre que bate vontade de o fazer. Eu canto no chuveiro, bem alto e não tenho vergonha do ridículo, digo, não tenho vergonha dos vizinhos que devem ouvir meu imenso repertório. Eu uso esmaltes azuis, cor de rosa, amarelos e uma vez ou outra eeencho a unha de glitter. Eu danço a macarena, puxo quem estiver do lado pra dançar comigo e choro de dar risada com piadas que eu julgo engraçadas. Não gosto de muito contato, gente pegajosa me irrita, mas eu adoro um abraço, um beijo e não recuso um colo... Eu sei, sou um paradoxo e acho que serei sempre assim, vai entender. Eu danço sozinha em frente ao espelho, pego o microfone e canto loucamente até cansar. Acho que estou acabando com o pouco de reputação que me resta contando essas coisas, maaaaaaas eu nem ligo (: Sabe, eu durmo com dois edredons e ai de quem quiser dividir ou quiser roubar minha ovelha de pelúcia, que é a minha companheira de todas as noites. Eu aaaamo piscina de bolinhas e aparento ter sete anos quando estou em uma, sou louca por marshmallows e vivo a base de brigadeiro se puder.
É, eu pulo corda, brinco de pique esconde, me divirto com crianças, adoooro um parquinho, sei todas as músicas infantis do mundo, conto piadas que só eu acho graça, dou risada com toques de celular e quer saber?
FUI BRINCAR DE SER FELIZ E NÃO VOLTO!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Velho amor.


Pois é, eu não deveria esperar de ti aquele abraço no qual eu me perdia, eu nem deveria te deixar confuso com as minhas palavras que mudam a cada dia. Mas sabe, me acostumei com o teu sorriso, me acostumei com o teu olhar que conhecia cada movimento meu e com aquele teu velho amor, que era maior que qualquer sentimento já dedicado a mim. Eu não sei exatamente o porquê, mas em ti eu me via, contigo eu sabia exatamente quem eu era, quem eu sou. Sei que o tempo passou e que muita coisa mudou, mas eu ainda vejo os mesmos olhos, o mesmo amor, talvez por pura vontade de te ter para sempre, mas eu ainda vejo. Não espero que lembre de mim por toda eternidade, mas peço-te que nunca esqueça daquele amor que em mim existiu somente por você.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Abrindo a cortina (:


Antes de dormir pude escutar três trovoadas fortes, a chuva começou e os ventos me assustaram um pouco, mas meu dia foi cansativo e eu logo dormi. Pela manhã abri a cortina e olhei pela janela, o sol estava brilhando como nunca havia brilhado antes, mas ainda fazia frio. De repente me veio uma estranha sensação de estar recomeçando, voltando ao zero e de alguma forma me senti apta a agir. Neste momento, então, decidi que deixar as coisas acontecerem sem que a minha vontade fosse consultada era perda de tempo. Mudei o rumo, troquei de planos. Voltei para a cama e desliguei o despertador, foi o meu melhor sono. Após esse dia eu nunca mais fui a mesma... O que algumas horas de sono a mais não fazem, não é? Decidi, mudei, troquei tudo e todos, saí da monotonia e me coloquei onde sempre quis estar; em um mundo sem relógio, sem hora marcada, sem muitas obrigações desnecessárias. Descobri que o mundo é como queremos que seja, e que o sol sempre pode brilhar se nós quisermos. É segredo, mas desde que descobri esses detalhes, me tornei uma pessoa feliz.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Não me esqueça.


É simples e fácil de explicar, eu procuro a melhor maneira de me distanciar da saudade. Que fuga complicada, você se foi e eu permaneci com os mesmos olhos fechados e braços vazios... Não vale a espera, anos estão se passando e essa tentativa de fugir da falta que o teu calor me faz está destruindo meu chão. Que saudade desnecessária, eu escolhi traçar esse caminho e não deveria sofrer por isso, te dei liberdade para que fosse e não mais voltasse e meu coração não deveria estar tão apertado. Resta-me lembrar da sensação de caber nos teus abraços e de olhar no mais fundo dos teus olhos, procurando por mim. Resolvi reestruturar meu coração sem que você saísse dele, mas que permanecesse de forma diferente, de maneira a me fazer bem cada vez que algum perfume me lembrar o teu e de um jeito que me faça sorrir todas as vezes que aquela velha música tocar e me fizer lembrar de quando eu a ouvi na tua voz. Nada acabou, porque existem as lembranças para trazer você para perto de mim e para trazer o teu pulsar para perto do meu. Tanto a saudade como as lembranças são provas vivas de que tudo que aconteceu foi verdadeiro, talvez sabendo disso eu não consiga te esquecer e assim sendo só te peço que também não me esqueça!


Sete beijos :*

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Esperar-te ou esquecer-te ?


A sua alma conhece a minha e o meu falso sorriso não consegue te enganar, os seus olhos me disseram absolutamente tudo que eu precisava escutar, ou entender. Mais uma vez me perdi nos seus braços e como antes, senti aquela sensação que me intriga. Não sei se gosto, se acho confortável ou se simplesmente me vejo segura ao seu lado, eu só preciso que você me faça ter alguma certeza. Me assusta ter que lidar com tantas dúvidas, tantas vírgulas e a ausência de convicção me incomoda. Eu poderia deixar-te, acredito que seja mais fácil aprender a viver comigo mesma do que decifrar você. Mas para fazê-lo, eu teria que apagar da minha memória todo e cada momento que estive ao seu lado; teria que esquecer de cada risada que você provocou, do aconchego do teu abraço e de como eu me sentia plena quando estava envolvida por ele. Eu não consigo saber o que esperar de você porque a sua inconstância se faz presente em todos os momentos que há necessidade de determinação. Não sei o que pensar, não posso me jogar nos teus braços por não ter a certeza que você sempre estará aqui. Hoje você está distante e eu preciso apenas que me diga se ainda posso te esperar ou se devo te esquecer.